sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A experiência da paternidade (X)

E não é que estamos chegando na 10ª postagem sobre "a experiência da paternidade"? Agradeço imensamente aos amigos e familiares que tem partilhado comigo sobre esses textos, principalmente quando me incentivam e fazem referência às suas infâncias, aos seus pais. De maneira especial, registro o carinho de Sara Gomes - leitora assídua do Partilhando Nossa Fé, bem como do meu primo e afilhado Enzio Cortez, que nesse momento está em terras longínquas (Canadá), mas presente no meu coração e nessa postagem, na qual dedico ao meu tio e meu pai: Elder Cortez e José Milton, pela proximidade do dia dos pais.

Durante essa semana tive vários momentos proporcionados pelo Educandário Jesus Menino junto as minhas filhas, já que o pequeno Pedro José ainda não vai para a escola, todavia, ele sempre participa conosco de todas as atividades. Como de costume, o EJM prepara "surpresas" para os pais e nos inserem em diversas ações no decorrer da semana em homenagem aos pais. Temos a oportunidade de contar estórias, brincar com as crianças, rezar com eles, lanchar e também ser homenageado de maneira bem especial. 

A semana foi intensa em todos os sentidos... Tive muitas aulas, visitas (aulas de campo) com os meus alunos, gravação do programa, dentre outros compromissos, além de uma leve mas incômoda queimadura sofrida por Pedro José na última terça-feira. Entretanto, eu sempre acordava ansioso para estar com meus filhos nesses momentos proporcionados pela escola. 

Há uns dois anos, cheguei atrasado numa sexta-feira para pegar minhas Marias, justamente no dia em que elas estavam fazendo uma apresentação para os pais! Estavam cada uma com uma camiseta minha e nelas tinham feito desenhos com suas mãos. Infelizmente quando cheguei a apresentação já tinha sido concluída e o que encontrei foi dois rostinhos tristes pela minha ausência naquele momento tão mágico. Confesso que passei muito tempo me culpando por isso, mesmo sabendo que não tive intenção de me atrasar, apenas "passei batido" e calculei mais do que errado o horário para chegar na escola. 

Depois desse dia (o único por sinal, pois sempre participo de todas as atividades com eles), passei a ter mais cuidado ainda, haja vista que quando pequeno sempre esperei que meu pai estivesse nesses momentos, seja para me pegar na escola, no único aniversário que tive quando criança 5 anos (ainda bem que ele chegou no final, mas chegou!) ou na minha Primeira Eucaristia. Meu pai enquanto garimpeiro/minerador tinha que sair para o trabalho às 4h e só chegava às 19 ou 20 horas, o que impedia sua participação na maioria das vezes. Isso não quer dizer que éramos distantes, pois meu pai sempre foi muito carinhoso e nos espaços que tínhamos, eles eram aproveitados o máximo possível, principalmente nos finais de semana quando eu literalmente me agarrava nele e não desgrudava mais.
Desse modo, tenho buscado ser mais do que presente na vida dos meus filhos. Tenho tentado ser o verdadeiro pai que eles merecem, que Deus me chamou a ser...

Desde a semana passada tive que tomar a decisão de não participar do X CONGIC em Pau dos Ferros/RN, o evento estadual de iniciação científica do IFRN, pois no encontro tive dois artigos aprovados com dois alunos bolsistas que deveriam ter seu professor ao lado. Mesmo assim, expliquei o motivo da minha não participação no evento aos dois e desde já agradeço pela compreensão, além do meu amigo e colega de profissão, o Prof. Fábio Marinho que atualmente coordena a pesquisa no IFRN em Currais Novos. 

Não me considero um professor relapso ou descompromissado pelo "não" dado, mas um pai que tem os filhos como prioridade. Isso não quer dizer que sempre terei essa possibilidade de escolha (quem sabe no próximo ano onde estarei e fazendo o quê), mas quando tiver (e aí os meus alunos bolsistas vão dá show nas apresentações!), não pensarei duas vezes, isto é, estar ao lado desses preciosos tesouros sempre será mais importante. 

Assim, nesta sexta-feira (08/08), eu não poderia faltar nem chegar atrasado! E olha que Maria Gabriela já tinha me avisado milhares de vezes: "Papai, olhe, chegue antes de 11 horas tá certo?". Minhas Marias se vestiram de "professor do IFRN" e não me contive com as lágrimas... Elas saíram frouxamente porque são frutos da alegria e do amor que tenho aos meus pequenos, aos meus amores que me ensinam cotidianamente a ser pai. 

De um pai apaixonado!
Danilo Cortez Gomes

 Na turma do 3º ano do EJM. A turma que estuda minha primogênita Maria Gabriela
 Contando a estória A Semente do excelente livro "O livro da fé para crianças".

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 

Um comentário:

Sara. Gomes disse...

Ah danilo muito obrigado pela lembrança,saiba q é com imenso prazer q leio e compartilho suas pastagens. Cada leitura de suas partilhas me enriquecem como pessoa e como mãe e esposa...É sempre uma viagem ler o q escreve ;e saiba q sinto o amor q existe em sua família através de cada palavra q vc escreve...
Q bom seria q os pais do mundo inteiro,tivessem 1/3 do amor e dedicação q vc tem com seus filhos e esposa.
Forte abraço dessa leitora assídua...
Que a sagrada família continue iluminando sua família.