quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A experiência da paternidade (XII)

Há dois meses postei as fotos contidas nessa postagem no meu perfil do facebook/instagram e perguntei aos amigos qual seria a legenda mais adequada para as mesmas. Diversos amigos, que desde já agradeço, gentilmente comentaram a foto com as seguintes expressões: "De pai para filho", "Pai e filho: uma relação de muito amor e admiração", "Pai e filho: um aprendizado", "Amor de pai", "Ah, como eu queria ser um pai assim", "Cumplicidade", "Amor", "Pai, filho e seus segredos", e "Mais atitudes e menos o que fala". 

Fiquei muito feliz em ver os comentários amigos de pessoas que nos conhecem e compreendem o esforço que fazemos para realizar os desígnios de Deus em nossas vidas. Além do mais, acredito que todo pai e mãe sente em seu coração a mesma alegria que eu também sinto ao contemplar os nossos filhos. De todo modo, essa contemplação exige dos pais uma disciplina e exercício! Isso mesmo! A paternidade/maternidade requer esforço, pois o aprendizado é contínuo! 
Quantas vezes nos deparamos em situações inusitadas com nossos filhos? Ora são perguntas "estranhas" (risos...), ora são as curiosidades de cada faixa etária. Em alguns momentos, são os "chiliques" próprios de cada personalidade... Enfim, cada filho com sua peculiaridade e cada pai/mãe com sua formação específica. Por isso que a relação pai e filho é construída... E aqui me ponho a usar essa metáfora da construção para explicar um pouco dessa relação de amor, dessa cumplicidade, desse aprendizado.

Toda construção necessita de um alicerce! Se engana quem acha que esse alicerce é fabricado com suas próprias mãos ou com o dinheiro ou com a inteligência ou com seja lá o que for. Na na ni na não! Esse alicerce deve ser a rocha firme (favor conferir o versículo Lc 6,48). Nessa rocha firme encontramos a essência da família, o Amor! Nessa rocha encontramos abrigo seguro e condições adequadas para iniciar nossa tapera, nossa casa de conjunto, nosso apartamento, nosso sítio, nossa mansão, nosso castelo... Repito: sem esse alicerce, as construções ficam vulneráveis e tudo que nela contém! Mais cedo ou mais tarde elas podem ruir... E o pior: os tesouros que lá estavam depositados podem se perder... (Deus nos livre dessas intempéries!).

Sendo assim, digo fortificados nesse alicerce, precisamos pedir a graça ao Senhor para desenhar e planejar bem essa construção, que de antemão já sabemos, não se findará aqui nessa terra, mas apenas no céu. "Puxa vida! Trabalhar a vida inteira e não gozar da construção acabada que tanto sonhei?" Perguntarão e reclamarão alguns! Mas precisamos entender que essa vida nos é dada em prol da vida eterna. Estamos num verdadeiro processo de conversão e santificação. Por isso essa construção em família requer paciência, calma, discernimento e trabalho árduo. No cotidiano das famílias devemos cultivar o amor, a cumplicidade, a alegria, o respeito, a autoridade dos pais e obediência dos filhos, a fraternidade entre os irmãos, a disciplina, o convívio com as diferenças, etc. Percebam que isso é em si a construção da sua casa!
Quando Pedro José chegou em nossas vidas, já tínhamos Maria Gabriela e Maria Clara. Ele então se tornou mais um ajudante para santificar nossa família. Em alguns momentos sou pedreiro, ajudante de pedreiro, supervisor de obra ou uma espécie de cliente que contempla o serviço feito. E assim também são minha esposa, minhas filhas e meu filho, além do bebê que intercede por nós. 

Essas fotos foram tiradas por minha esposa num belo domingo em que estávamos num ônibus indo para o sítio onde meus avós paternos criaram seus filhos. Era o encontro da Família Gomes em Currais Novos. Nesses cliques minha esposa conseguiu captar momentos simples, porém, muito significativos na vida de um pai e um filho (poderia ser na vida de uma mãe e uma filha/filho). São momentos como esse que você percebe que a construção tem sido realizada conforme a vontade de Deus. Fica perceptível que nesse trabalho "braçal", a doçura também existe! Sente-se que nessa árdua tarefa de educar, o ouvido precisa ser atento mais do que a fala... Precisamos escutar os anseios e sentimentos dos nossos filhos!!!!!! 

Põe um tijolo, outro tijolo e mais um tijolo... Maria, traz por favor uma areia peneirada! José, tem como você concluir o reboco da sala? Clarinha, quando terminar a louça aí, passa o ciscador no muro! Gabriela, lê uma estória de família para nós enquanto terminamos o serviço, tudo bem? Parabéns pessoal pelo trabalho, a casa está ficando uma belezura!!! Esses sons permeiam a casa... Como chiado de panela de pressão cheia de feijão que "carrega" a casa com aquele cheiro de comida boa, de amor, de sentimento, de tempero que só a família sabe fazer.

E vem a refeição e todos se sentam em derredor da mesa e olham um para o outro; e alguém conta uma história que se passou na escola; o outro pede carne no prato; alguém diz peraí, tenha calma!; e todos se entreolham e se amam. Isso também acontece quando vão passear, visitar amigos, lanchar juntos, irem a Missa! Meu Deus, quantas molduras seriam necessárias para enquadrar essas fotos de família! Não há suficientes, então vamos guardar todas no coração!

E a construção? Em que pé anda? Está bonita e firme, pois o alicerce é dos bons. Aliás, é o melhor! Vocês já podem tirar um "retrato" na frente da casa, do apartamento, do castelo. Agora já não são dois, mais chegou outros dois, três, quatro... Que coisa linda! Que casa acolhedora e aconchegante! Me sinto tão bem nesse lar!

Espera aí Seu Retratista/Fotógrafo, está na hora de dormir, de descansar da labuta do dia que foi pesado... E um beijo estala aqui, outro acolá! "Bença mãe, bença pai! Deus te abençoe, Deus te guie, Deus te crie para o bem, Durma com Deus e a Virgem Maria..." Cobertores cobrem corpos que se desnudam diante de Deus, porque em família somos o que somos... filhos muito amados por Deus!

Lembrem-se: Sua família é muito querida por Deus! Ela é e sempre será bela aos olhos do Criador! Cultive o amor, a cumplicidade e o respeito entre vocês e verão que a paz reinará sempre em seus lares. Para aqueles que desejam se aventurar nessa bela aventura que é formar uma família, que a Sagrada Família de Nazaré os abençoe! Vocês já ouviram por onde começa a construção, isto é, pelo ALICERCE que é Deus! Bom trabalho!
Por fim, lembro-me de quando chegamos de nossa lua de mel, logo no dia seguinte, imprimi um versículo e pus na porta de entrada de nossa casa: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24,15).

De um indigno escravo da Cruz e da Virgem Maria

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

MariaS: singelas e decisivas em minha vida


Hoje ao escutar no carro a canção “Colo de Mãe”, imediatamente lembrei (como sempre acontece!) de você adentrando a Capela de Nossa Senhora de Fátima naquele início de noite do dia 11 de setembro de 2004... Certamente foi uma das cenas mais belas e emocionantes que vivi em toda minha vida. Escutando essa canção, tentei “mergulhar” um pouco no seu refrão:


“Eu quero deixar que o teu plano em mim

Possa realizar sem limitações

E quero tentar, sem porém saber

Ser um pouquinho do que tu és”

Foi aí então que meus olhos marejaram ao perceber que a canção que você escolhera para entrar na igreja no dia do nosso casamento tem sido um fiel cumprimento em sua vida! Aprendemos a admirar os pequenos detalhes da vida e o quanto a simplicidade dos gestos e palavras, bem como o silêncio, podem ajudar a curar feridas, a alegrar as almas abatidas, a consolar os corações entristecidos. Por esse e tantos outros motivos posso garantir que sou um homem feliz. Aliás, as Sagradas Escrituras corrobora o que acabo de falar: “Aquele que acha uma mulher, acha a felicidade: é um dom recebido do Senhor” (Pr 18,22). 

Em cada frase cantada enxerguei que o plano de Deus tão querido e desejado por você naquele dia (e até hoje) se concretiza a cada momento de sua vida. É impressionante como você me revela a face de Deus. Quanto mais penso que você chegou ao seu limite de bondade e paciência, o trecho da música “possa realizar sem limitações” surge com toda força, mesmo diante de sua fraqueza. No entanto, fica claro que Deus age por meio de sua entrega e dedicação.
E como não falar Dela? Daquela a quem TUDO entregamos? Ah, hoje entendo perfeitamente o porquê das canções marianas no início daquela celebração bendita... Seu vestido branco, seu olhar sereno e decidido, sua discrição e singeleza... A figura da Virgem Maria sempre esteve presente ali, no canto mais reservado do seu coração, para orientar sua vida e de todos aqueles que dela participam.

Assim, seu desejo de “ser um pouquinho do que tu (Ela) és” vem se realizando em nossas vidas, em nossa casa. Escrevo esse texto principalmente porque a canção no Colo de Mãe me fez sentir filho de Nossa Senhora, e ao mesmo tempo, percebi que a Mãe me presenteou com uma filha predileta Dela para ser minha companheira e esposa. É bem verdade que em muitas situações age como mãe, irmã, amiga e serva, mas acima de tudo, metade de mim: carne de minha carne, osso dos meus ossos! Como não dizer aquilo que o Senhor já disse? “Casas e bens são a herança dos pais, mas uma mulher sensata é um dom do Senhor” (Pr 18,14).

Através do seu cuidado e amor, me sinto muito abraçado e consolado por nossa Mãe Maria. Obrigado por você ser quem és; pela sua paciência em escutar e... falar; por sua generosidade tamanha; pela autenticidade constante; por ser muitas vezez para mim, um verdadeiro Colo de Mãe. Concluo citando mais um trecho do livro dos Provérbios que me envolvem de gratidão a Deus por tudo que Ele fez e continua fazendo em nossas vidas: “Regozija-te com a mulher de tua juventude, corça de amor, cerva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar!” (Pr 5,18b,19). Pra sempre te amarei...




De um indigno escravo da Cruz e da Virgem Maria

Danilo, metade de Maria Adélisan
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Dona Poty: 90 anos de fé, coragem e amor

O mês de agosto foi realmente especial em minha vida e na de toda minha família. Primeiramente porque nos dias 15 e 16 de agosto pudemos realizar o I Encontro dos Cortez das Balas, mesmo com a ausência dos nossos avós Olavo e Pepita. As 55 pessoas que foram ao Rancho São José certamente compreenderam que a nossa família se tornou a base para o que somos hoje. As memórias e lembranças de um passado não tão distante permanecem vivas em nossos corações e há de ecoar até o fim de nossas vidas. Por isso, reencontrar, conversar, sorrir e abraçar os primos, tios e demais familiares foi simplesmente um momento ímpar que espero poder repetir em outras oportunidades. 

No final do mês, nos dias 29 e 30 de agosto, os Gomes (meus avós paternos Alcides e Poty) também se reuniram, só que dessa vez para celebrar uma data muito significativa para todos nós, pois no dia 26 de agosto de 2015, Dona Poty completara 90 anos!!!! Eita que a senhora gentil da Rua da Safira, que já foi de Pedra Branca e da Serra Verde, com seus cabelos brancos, continua jovem no seu intenso compromisso de se doar... Isso mesmo! Vovó Poty é uma das pessoas que pela graça de Deus tive a oportunidade de conhecer, que tem essa capacidade de se doar o tempo inteiro. Mas como? Amando!!!

Amando seus filhos, netos, bisnetos, noras, genros, familiares, vizinhos, amigos... É impressionante como sua pouca audição consegue ser sobreposta pelo coração gigante e amoroso que tens. Nesse final de semana pude contemplar a sabedoria dos idosos através da minha avó que tinha em seu entorno toda uma família que a ama e devota todo respeito e carinho para com a mesma. Pude ver a atenção de TODOS para ouvir suas singelas e amorosas palavras para partilhar sua alegria daquele momento ou para contar histórias das "antigas", de ninar, de mulher, de esposa, de gente da gente que soube acreditar em dias melhores.

Na Santa Missa em ação de graças por sua vida, que ocorreu no sábado a tarde, mais uma vez vi minha avó adorar o Pão Vivo descido do céu. Tive ainda mais certeza de quem me tornei, isto é, muito do que sou devo as orações dessa velhinha que tanto amo. Além do mais, sua vitalidade em querer estar junto dos seus é algo que cativa, que inflama nossas almas, especialmente quando estas estão "murchas" e "sem sal". Conviver com Vovó Poty nos faz desejar o céu que começa a ser alcançado aqui nessa terra.

Nesse final de semana (assim como o que ocorrera 15 dias com os Cortez) também pude sentir como é bom estar junto... Estar junto... Estar junto... Primas e primos que não conhecia pessoalmente foram acolhidos com sorrisos e abraços e ao mesmo tempo, fui acolhido com generosidade e respeito, o que nos revela que laços não são feitos apenas na infância ou com o convívio pueril, mas que as oportunidades que surgem podem (Digo podem porque só depende de cada um de nós!) se tornar o início de grandes amizades. De fato, resgatar nossa história através dos familiares é sempre uma dádiva! 

Nesses dias "resgatei" fotos antigas e vi algumas que não conhecia e para minha surpresa encontrei meu pai (de saudosa memória) em alguns momentos com nossa família. Como foi bom descobrir aquela foto com aquele sorriso que a mais de 22 anos não posso contemplar! Como foi bom escutar dos meus tios e primos que o meu pai foi importante em suas vidas assim como foi na minha! Como foi bom poder contemplar o amor de família nos olhares de tantos.

Percorremos a história (literalmente!), pois fizemos uma visita a casa em que nossos avós moravam (no sítio Pedra Branca), além de escutarmos diversas histórias sobre a vida de vovó Poty que se traduz nas nossas, pois o sinônimo dela é amor, é família! Confesso que para mim um dos momentos mais marcantes foi quando no domingo a tarde ela começou a contar histórias de antigamente... Ali comecei a observar os olhares atentos de TODOS que estavam naquele momento. Alguns se sentaram no chão, outros imóveis nas cadeiras e alguns de pé, todavia, os corações estavam atentos, de prontidão, de "orelha em pé" para contemplar a beleza de uma mulher de 90 anos que exala o perfume de Cristo para nós quando fala, quando sorrir, quando reza suas contínuas orações, quando chora com saudades, quando diz: amo você meu filho... Vovó, que a Virgem Maria interceda sempre por vossa vida!
Nessa minha partilha aqui no blog, penso que todos os meus primos, tios e demais familiares subscrevem aquilo que relatei, pois acredito firmemente que através da senhora e com a graça de Deus, somos um só coração e uma só alma! Amo vocês meus queridos familiares! Forte abraço!

De um indigno escravo da Cruz e da Virgem Maria


















sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Livros que recomendo (XV)

Trago hoje a indicação de um livro feita por Maria Gabriela. Trata-se de um escrito de um grande santo mariano do século passado que com seu exemplo de amor e compaixão nos conduz ao Caminho, a Verdade e a Vida. Lendo as poucas linhas escritas por minha filha percebi que ela compreendeu muito bem ao ler o livro, a essência da vida deste santo e mártir, ou seja, uma vida entregue nos braços da Mãe de Deus como um verdadeiro escravo de amor. Vale a pena a leitura!!!
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Hoje, dia 14/08/2015, celebramos o dia de São Maximiliano Maria Kolbe, que deu sua vida a Jesus e Maria, e como ele falava no seu livro Rainha do Céu e da Terra: "Nós temos uma voluntária e amada ideia fixa: a Imaculada. Nós vivemos, trabalhamos, sofremos e ansiamos morrer por Ela". A Imaculada é como um mistério para nós, o mistério do amor que é um amor eterno e como ele diz: "Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo mundo".

Maria Gabriela Lopes Cortez Gomes

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

sábado, 8 de agosto de 2015

Aos pais e filhos ausentes...

Certa vez lendo o livro "O que são as indulgências?", me deparei com um trecho de uma fala do Papa João Paulo II na ocasião do dia de finados de 1994:

"os vínculos de amor que unem pais e filhos, esposas e esposos, irmãos e irmãs, assim como os ligames de verdadeira amizade entre as pessoas, não se perdem nem terminam com o indiscutível evento da morte. Os nossos defuntos continuam a viver entre nós, não só porque os seus restos mortais repousam no cemitério e a sua recordação faz parte da nossa existência, mas sobretudo porque as suas almas intercedem por nós junto de Deus”. (L`Osservatore Romano, 02/11/94).

Lembro-me que parei a leitura e meditei profundamente no que li. Desde esse dia que passei a rezar mais em relação a esse vínculo indissolúvel entre nossos entes queridos, especialmente o meu pai José Milton. Com a experiência da perda do nosso bebê em julho desse ano, ficou ainda mais claro que esse amor que nos une é para sempre. 

Desse modo, que esse final de semana seja uma oportunidade de você que filho lembrar do seu pai que já se foi, de forma carinhosa e piedosa, isto é, rezando por sua alma e confiando na misericórdia de Deus que providenciará esse reencontro diante do Pai. Aos pais que saudosamente lembram de seus filhos queridos que já se foram, peçamos ao Senhor que nos conceda a graça da serenidade e esperança de um dia contemplarmos Deus face a face junto dos nossos filhos.
Nessa foto nosso quarto filho estava no ventre da mãe. Poucos dias depois soubemos de que fora ao encontro do avô...

Por fim, a você filho que tem a graça de ter seu pai junto nesse domingo que celebramos de forma mais enfática aquele que Deus escolheu para ser nosso genitor, protetor e amigo, aproveite, aproveite, aproveite... Abrace, cheire, sorria, cante, ame e peça desculpas se necessário. Aproveite, o tempo passa muito rápido.

Feliz dia dos Pais para todos!!! Deus os abençoe abundantemente!

De um indigno escravo da Cruz e da Virgem Maria

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Carta de um bebê a seus pais e irmãos

Passados pouco mais de 2 meses da triste notícia de que nosso quarto filho já não estava mais conosco, compartilho com os amigos leitores essa "carta" que muito nos confortou. Essa "cartinha" do bebê se tornou um diálogo com outra carta escrita por mim. A  saudade é um sentimento que não conseguimos descrever plenamente. Ao amigo-irmão Anderson Santana, Deus lhe pague pelo carinho que tens conosco. Obrigado pela sensibilidade e compaixão com nossa dor. Forte abraço!
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Querido papai,

Recebi sua carta e meu coraçãozinho encheu-se de alegria com suas palavras, principalmente por todas as lembranças dos momentos que passamos juntos. Ainda que o senhor diga que elas são insuficientes para expressar o tamanho do amor que sentem por mim, essas palavras nem são tão necessárias, porque esse amor é tão grande que daqui do céu eu posso senti-lo. Titio São Paulo se encheu de perna quando viu o nome dele em sua carta e está muito feliz e mais certo do que nunca que a caridade não cessa, principalmente por observar o tamanho do amor que vocês têm por mim.

Titio São Luis é outro que tá cheio de perna porque eu fui gerado no dia da festa dele. Mais feliz ainda porque vocês irão celebrar meu aniversário no dia 28 de abril. Ele vem sempre brincar comigo e me diz que sou seu afilhado aqui em cima. Quando a Mamãe do Céu precisa ajudar alguém que tá precisando, é ele quem vem ficar comigo. E Papai do Céu está muito feliz por vocês serem tão abertos a vida e terem aproveitado cada momento em que estive aí juntinho de vocês.

Tenho certeza que o titio Weslei não ficou chateado com o anúncio da minha chegada no dia do aniversário dele. Me lembro bem do momento em que o senhor e mamãe contaram para todos e vi que o titio, que já estava feliz com o aniversário, ficou ainda mais contente com o anúncio da minha chegada. Eu já me sentia ali, naquele momento, parte da Família Germinar. E meus irmãozinhos? Quanta felicidade ao saber que eu estava vindo... Eu fiquei radiante ao perceber que eles estavam tão alegres, e mal esperava a hora de poder fazer parte daquela festa toda e poder estar nos braços de cada um. Ahhh, por sinal, gostei muito dos nomes que escolheram, independentemente de como eu viesse, se um menino ou uma menina, qualquer um deles me cairia muito bem. Eu já amava esses nomes. Sem que o senhor percebesse, eu dei uma olhada no vídeo que gravastes e dei algumas risadas com a minha irmãzinha mais velha lendo o resultado do exame.

Papai... Mamãe... Não se preocupem com o tempo que passaram comigo... Foram cinco intensas semanas que estivemos juntos que eu vivi muito bem e pude me sentir extremamente amado. Mas nossa história não acaba nessas cinco semanas, porque vamos estar sempre juntos, ainda que não fisicamente. É claro que eu sinto falta das carícias e dos beijos que recebia todos os dias, do carinho dos meus irmãos e das nossas conversas ao pé do ouvido. Mas Mamãe do Céu não me deixa faltar nada disso. Já Papai do Céu me contou que um dia vamos estar todos juntos novamente, mas por enquanto vocês e meus irmãozinhos devem ficar na terra, porque Papai do Céu precisa de vocês aí. Ele me chamou mais cedo para que eu possa interceder daqui por vocês e para que nunca se esqueçam de que Ele está sempre presente e irá confortá-los o tempo que for preciso.

Papai o senhor é bem brincalhão, e como eu gostava das nossas brincadeiras... Nem queria chamar tanta atenção, mas o senhor fazia questão de dizer que eu ia ser natalense e só queria viver na capital (risos...). Também sonhei muito, junto com o senhor e a mamãe, e todos os planos que fizeram para mim. Me imaginava em todas aquelas situações...

Ficava pensando: será divertido ficar no quarto das meninas porque seremos três, mas o Pedro será o mais próximo da minha idade então vou poder fazer mais coisas com ele... Realmente havia muitos planos! Eu já imaginava as nossas viagens... O quão divertidas elas seriam. Tenho certeza que os titios Luiz e Joselice nos receberiam ainda mais felizes. Já se fôssemos a um hotel, tenho minhas dúvidas se caberia todo mundo em duas camas (risos...).

Muito obrigado por terem comprado o carro pensando na minha chegada. Diga a titia Laiane que eu não ocuparia muito espaço e ela poderia vir conosco. Apesar de que na falta de espaço para colocar as malas, talvez ela devesse nos acompanhar de moto agora que ela já sabe guiar.

Foi uma ótima experiência participar com as outras crianças do I Retiro do Jardim da Fé, ainda mais porque foi lá no nosso rancho. Eu estava tão feliz nesses dias que pude fazer tudo: rezar, louvar, brincar, como o senhor mesmo disse. E também me alegra muito saber que as outras crianças estavam felizes pela minha chegada. Eu já podia sentir o carinho de cada uma delas. Depois eu gostaria de ver os cartões que a Alícia e minhas primas fizeram para o senhor.

Os dias no nosso rancho realmente foram muito belos. Aqui no céu eu lembro muito do Rancho São José porque toda a simplicidade e paz que ele transmite é um pouquinho de toda simplicidade e paz que há aqui. Lembro da peça de teatro que fiz com a mamãe e com minhas irmãs lá, e ficaria feliz em participar do Germinarte. Quando soube que que titia Leila e titio Laço seriam meus padrinhos, fiquei muito alegre. Quero que diga a madrinha e a padrinho que lhes pedi a benção nessa carta.

O casamento de titio Eduardo e titia Laiane foi, sem dúvidas, um evento muito grande e lindo. Eu gosto muito dos dois. Mamãe realmente estava bela e eu sabia da desconfiança de vocês, mas eu nem podia dizer nada ainda, então tive que me manter quietinho e vivenciar aquele momento sem fazer muito alarde.

O dia das mães foi realmente especial. Que bom que eu pude passar esse dia juntinho da mamãe. Na escola de Gabriela e Clara eu pude ver o quanto ela estava feliz por comemorar aquele dia junto de todos os seus filhos. E seu nhoque no domingo, papai, realmente estava uma delícia!

Naquela noite do dia 30 de maio, Papai do Céu já estava me chamando para junto dEle. Eu estava com muito medo, mas Mamãe do Céu logo tratou de me acalmar. Enquanto me consagravam a Mamãe do Céu eu ia ficando sossegado e deixando que o Papai do Céu realizasse sua obra em mim. Já não seria mais possível me ver na ultrassonografia e nesse momento apenas eu enxergava vocês lá do céu, intercedendo para que fossem fortes quando soubessem da notícia. Senti um aperto forte no meu coraçãozinho quando Maria Gabriela perguntou se o senhor havia me visto, mas segui firme intercedendo por cada um.

Também doeu em mim quando vocês receberam o resultado do exame e tiveram a confirmação de que eu não estava mais ali com vocês. Me preocupei bastante com a mamãe que nem quis abrir o resultado, sabia que ela estava sofrendo muito com tudo aquilo, assim como o senhor, papai, e, em seguida, meus irmãozinhos quando souberam do conteúdo daquele resultado de exame. Mas Papai do Céu, me garantiu que tudo ficaria bem. Me falou que eu apenas deveria continuar rezando pedindo pelo conforto de vocês. E assim tenho feito até hoje e o continuarei fazendo.

Eu sei papai o quão difícil foi explicar tudo para os meus irmãos... Mas explicastes tudo bem direitinho e, sem dúvidas, eles entenderam com o exemplo do Pequeno Príncipe. Quando forem maiores entenderão ainda mais. Aqui no céu, eu pude encontrar o vovô Milton. Ele também está sempre aqui comigo e também intercede por vocês. Sei que foi difícil segurar as lágrimas de todos, mas eu não quero que fiquem tristes, pois eu estou juntinho do Papai e da Mamãe do Céu. Fala para a Maria Gabriela que no dia e na hora certa ela estará aqui no céu comigo, não tem que ser agora porque Papai do Céu quer que ela viva muito aí na terra. Quando nos encontrarmos, ela poderá me colocar nos braços, me dar beijos e vamos brincar muito. Aproveita e fala também para a Maria Clara e para o Pedro José que aqui meu irmãozinho Jesus Cristo está sempre brincando comigo e me fazendo sentir o carinho que meus três irmãozinhos aí da terra tem por mim. Sempre que a dor estiver muito grande, olhe para o mesmo Crucifixo da sala e a entregue naquele momento, fazendo memória do sacrifício de Cristo que tem o poder de dissolver toda e qualquer dor.

Querida família, estou certo de que toda essa dor se permutará em amor, em amor, em amor... Todos os dias nossa história será escrita porque sempre estarei guardado no coração de vocês e vocês sempre estarão guardados no meu coraçãozinho, e sempre estaremos unidos por essa comunhão de amor. A saudade irá me eternizar no meio de vocês. Sempre estarei presente e serei parte dessa família. Igualmente sou grato a Deus por ter me concedido viver dentro de um núcleo familiar tão cheio de amor. Amor esse que carrego comigo. Vocês continuarão dando testemunho do imenso amor de Deus e eu farei parte desse testemunho amando cada um de vocês. Obrigado por me incluírem como filho e irmão. Por fim, finalizo:

“Família, eu bendigo a Deus pelo pouquíssimo tempo que Ele me permitiu viver junto de vocês. Saiba que continuarei lhes amando por toda a eternidade. Estarei sempre com vocês!”

Lhes amo muito, muito, muito, muito, muito!

Seu bebê.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor

A Ele todo louvor e toda glória sejam dadas por toda a eternidade!

Inicio essa postagem enaltecendo o Nome Santo do Senhor que é Autor de toda graça, pois o Verbo que se fez carne habita no meio de nós e ao mesmo tempo nos permite experimentar o Céu aqui na terra.

No último dia 16 de julho - memória de Nossa Senhora do Carmo - vivenciei junto com minha família um dos momentos mais belos de minha vida, que se unem aos nascimentos dos meus filhos, do meu casamento e da ordenação sacerdotal do Pe. Rodrigo Jovita. Falo da ordenação de outro grande amigo (e também afilhado do Sacramento da Confirmação), o Ir. Pio do Santíssimo Mistério do Calvário, membro da Fraternidade Opus Cordis Mariae.

Aprendi com Catherine Doherty a rezar pelos sacerdotes, por suas santificações, por essas vocações tão benditas e santas. Ao mesmo tempo, ela me ensinou a amá-los, mesmo diante de suas fraquezas humanas. Nesse sentido, acompanhar direta e indiretamente esses amigos que deram um SIM decisivo lá no início e foram amadurecendo com o tempo, é motivo de louvor a Deus. Com o Ir. Pio, mais conhecido pelos amigos do Germinar como Marcão, pude experimentar a delicadeza e suavidade do Espírito Santo de Deus desde o início do seu chamado. Entretanto, a brisa suave também tomou características duras, difíceis e por que não dizer, semelhantes à Cruz de Cristo... O caminho até o Calvário não é e nunca será fácil!
Fui testemunha da descoberta do meu afilhado em relação às virtudes heroicas dos santos, especialmente os sacerdotes mais ardorosos com Jesus Sacramentado, como o Pe. Pio de Pietrelcina e o grande Apóstolo da Eucaristia São Pedro Julião Eymard. Algo começava a "costurar" um certo prelúdio de algo maior que Deus reservava. Em seguida encontramos Ele de forma muito nítida por meio Dela! São Luís Maria Grignion de Montfort nos apresentou a Escravidão do Amor como uma via de santificação e apostolado de vida! Eis que as correntes de amor nos uniram ao Imaculado Coração de Maria para dali nunca mais sair. 

Meu amigo e afilhado iniciou seu caminho vocacional para se tornar um filho predileto de Nossa Senhora. E fiquei por aqui acompanhando de longe, de perto, rezando, torcendo, se preocupando, chorando, sorrindo, amando... Deus é Deus e eu devo ser um adorador! Depois de tantas intempéries e certo daquelas que estão por vir, essa é a única afirmação que consigo expressar diante de tamanha graça que foi a Ordenação Sacerdotal do Ir. Pio, junto dos seus irmãos de fraternidade, Ir. Bernardo do Coração Eucarístico de Jesus, Ir. Leão do Mistério da Santíssima Virgem e Ir. Pedro Luís de Montfort, por imposição de mãos e oração consecratória de Sua Excelência Reverendíssima Dom Medardo de Jesús Henao, no Santuário de Nossa Senhora de Belém na cidade de Ubaque na Colômbia, no dia da Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, oportunidade em que nosso filho Pedro José completou 2 anos, tendo esse grande presente em sua vida, que foi testemunhar a realização das promessas do Senhor na vida desses servos de Maria.

Na manhã daquela quinta-feira lembrei do versículo do Salmo 125,5 que diz: "Os que semeiam entre lágrimas, recolherão alegria". Meu Deus do Céu, quantas cenas passaram na minha imaginação naquela manhã antes da ordenação!!! Esse versículo bíblico se tornava mais do que realidade diante dos meus olhos, o Senhor permitia que eu experimentasse a alegria que brota do Seu Coração Sagrado. Imagine a alegria desses irmãos, dos familiares desses homens despojados e configurados ao Sacerdote Jesus Cristo.
Às 10hs daquela quinta-feira vi uma cidade pequenina chamada Ubaque, disponível e alegre no sentido pleno destas palavras, para acolher os neo-sacerdotes. Apesar de ser feriado, os estudantes fardados fizeram um corredor na rua central da cidade para acolher a procissão em que os acólitos, o Bispo, os sacerdotes e os diáconos que seriam ordenados, faziam com grande piedade, precedida da banda marcial da localidade. Eu vi crianças e famílias com cartazes e bandeirinhas ao céu se alegrando por tamanha dádiva de Deus. Foi realmente emocionante presenciar essa cena tão simples e cheia de sentido para aqueles que creem no Sacramento da Ordem.

Uma celebração belíssima em que o Bispo Dom Medardo demonstrou mais uma vez o papel de um pastor perante seu rebanho, com exortações e conselhos para os futuros sacerdotes que neste mesmo dia foram acolhidos paternalmente por ele. Todo o rito da ordenação foi marcante (desde a Ladainha até o diálogo dos diáconos com o bispo), mas o acolhimento dos neo-sacerdotes pelo pastor diocesano foi encantador. As subidas dos degraus do presbitério pelos recém-ordenados, configurando uma só família com o senhor Bispo e demais sacerdotes ali presentes, encheu todos de alegria e gratidão.
A nós coube apenas contemplar a grandeza e beleza de Deus... Minhas lágrimas foram reflexo da minha gratidão ao Senhor por tudo! Ao término da Santa Missa, pudemos receber as bençãos dos novos sacerdotes e em seguida beijar as suas mãos, bem como abraçá-los com muito carinho e estima. Lembrarei para sempre do abraço que dei e recebi do Ir. Pio naquela manhã de quinta-feira. Levei junto comigo para a Colômbia vários irmãos e amigos brasileiros que, assim como eu, querem bem e amam o Ir. Pio. Confesso que não me contive de emoção nesse momento. Poder estar ali junto com minha esposa e filhos presenciando aquela cena era algo que eu sonhava a anos, desde quando ele entrou para o seminário que eu falava: "Marco Antonio, quando um dia você for ordenado, independente de onde for, eu estarei lá com minha família!" Na época, tínhamos apenas Maria Gabriela, mas hoje também com Pedro e Maria Clara, além do bebê que carregamos em nossos corações, experimentamos a misericórdia e o zelo de Deus com nossa família, pois estávamos ali ajoelhados recebendo a benção do Padre Pio ou Ir. Pio! De fato, ir até Ubaque na Colômbia com as crianças se tornou uma "aventura", mas aquelas aventuras que nos enchem de alegria do início ao fim. Posso afirmar com toda a certeza do mundo que a experiência que eles tiveram esses dias serão inesquecíveis.
Por alguns instantes, com lágrimas nos olhos, percorri meu olhar atento aos irmãos e irmãs presentes na solenidade, bem como de algumas pessoas simples e humildes da comunidade. As expressões de alegria, de emoção e gratidão eram belíssimas. Nunca esquecerei do semblante da Ir. Gemma, membro da Opus Cordis Mariae, que ao me abraçar dizia: "É verdade o que estou vendo?". Deus é bom o tempo todo, Deus é mais! 

Me senti extremamente lisonjeado de compartilhar de tudo isso com os pais do Ir. Pio que lá estavam, meus compadres Marco e Rita. As palavras de carinho de Rita para comigo e minha família serão guardadas eternamente em nossos corações. Fico feliz por ela saber que Ir. Pio é como um verdadeiro filho para nós.

Após a Santa Missa participamos de um almoço festivo com a presença dos irmãos e irmãs da Fraternidade Opus Cordis Mariae, do pároco do Santuário Nuestra Señora de Belén, o Pe. José Soto, o Bispo Dom Medardo que com seu amigo Pe. Robinson Antonio Léon Álvarez, o Pe. Rodrigo Maria, e alguns familiares e amigos dos irmãos que foram ordenados. Nosso filho Pedro José ainda "pegou carona" no bolo feito para a ocasião festiva dos irmãos, mas ainda houve tempo para cantarmos os parabéns (Cumpleaños Pedrito!!! rsrsrs) para o pequeno menino que certamente alegrou e "agitou" o santuário durante 4 dias. De fato, foi uma experiência singular conviver com os religiosos e religiosas durante esses dias em Ubaque. 

A tarde, mais precisamente às 16hs, o Ir. Pio celebrou a sua primeira Missa. A Missa Tridentina ou de São Pio V, ou ainda, na Forma Extraordinária do Rito Romano, foi celebrada solenemente. Vale destacar que em 7 de julho de 2007, o Papa Bento XVI publicou uma Carta Apostólica sob forma de Motu Proprio chamada Summorum Pontificum regulamentando o uso da Forma Extraordinária do Rito Romano, tal qual celebrada pelo Ir. Pio. Infelizmente há uma tendência ou falta de informação relacionada a esta forma de celebração, gerando não raramente, equívocos tacanhos que vão desde a concepção de que o uso do latim nas celebrações litúrgicas foi proibido no Brasil ou em outros lugares, que a "Missa em que o padre fica de costas para o povo (Versus Deum) não existe mais", etc. 
Os poucos fieis que participaram, dentre eles, eu e minha família e seus pais, novamente agradecíamos a Deus pelo que víamos e presenciávamos. Ali se realizava um trecho do Salmo 115, tão partilhado entre eu e o Ir. Pio nas tardes de outrora rezando as Vésperas na Matriz de Sant´Ana. Por fim, deixo que as fotos falem por si.

"Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado?
Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor.
Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo.
É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis.
Senhor, eu sou vosso servo; vosso servo, filho de vossa serva: quebrastes os meus grilhões.
Oferecer-vos-ei um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor.
Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo,
nos átrios da casa do Senhor, no teu recinto, ó Jerusalém!" (Sl 115,3-10).

Que a Rainha do Céu e da Terra interceda por cada um de vocês que fazem parte dessa fraternidade. Seja o Senhor Jesus Cristo o Caminho, a Verdade e a Vida de vossas existências. Seja o Santíssimo Sacramento a iluminar suas vocações cotidianamente. Deus lhes pague pela entrega e pelo sim ao chamado do Bom Pastor. Por isso, Honra e Força!!!! Por Deus e pela pela Rainha!

16 de julho de 2015: dia indescritível e inesquecível! Obrigado Senhor!

De um indigno escravo da Cruz e da Virgem Maria